Sejam bem vindos ! É com muita humildade que pretendo usar este recurso para expressar minhas alegrias , conflitos e porque não as lembranças dos meus melhores momentos ? Deixarei aqui registrado alguns rabiscos de minha vida . "Escrevo porque encontro nisso um prazer que não consigo traduzir. Não sou pretensiosa. Escrevo para mim, para que eu sinta a minha alma falando e cantando, às vezes chorando." ((Clarice Lispector))
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
O valor de um elogio !
Hoje eu amanheci com uma alegria tamanha que não cabe dentro do coração, e preciso dividir com álguem ainda que seja virtual.
Ontem encontrei no Facebook uma professora que marcou muito a minha vida. É claro que tive bons mestres, mas esta foi por demais especial, e se voce tiver paciência e ler até o fim vai entender o valor de um elogio.
Rosilda foi minha professora no 3º e 4ºano primário, era uma mestra exigente, mas também sabia se fazer respeitada pelos alunos .Ela ensinava por amor a profissão e era bastante dedicada aos alunos. Uma das formas que encontrava para nos motivar era através de elogios ou um prêmio.Fôsse um chocolate ou um livrinho de histórias, e com isso nos esforçavamos pois todos queriamos ganhar.
Sempre fazia passeios com os alunos para uma fazenda, onde tomavamos banho de rio, almoçavamos embaixo dos pés de jaqueira e ainda tinhamos gincanas com direito a prêmios para os vencedores.
Mas em particular ela sempre elogiava meus deveres, achava minha escrita bonita, apesar de ser obrigatório o uso do caderno de caligráfia.
Minha letra era diferente; caidinha para o lado direito, bastante légivel e tamanho uniforme o que diferenciava dos cadernos de caligráfia que a maioria eram letras arredondadas ou enfeitadas .
Na verdade eu queria imitar o de uma outra professora (Alda) eu achava os escritos dela parecido com as cartas antigas do tempo do império, ou as letras dos poetas. Sempre Rosilda mostrava meus cadernos as mães dos alunos ou mesmo na sala para que servisse de exemplo a seus alunos ( alguns tinham raiva de mim ) .
Era a única coisa de atrativo que eu possuía era isso, então me apeguei cada vez mais em estudar e trabalhar nos escritos.
Os anos se passaram ela casou e foi morar em outra cidade e não nos vimos mais .Fui morar em outra cidade consegui meu primeiro emprego onde a caligrafia era um marco importante, pois tinha que trabalhar escrevendo manuscritos, e assim foi minha vida durante todos os empregos pelo qual passei ( escriturária ,estoquista cartagista,recepcionista, escriturações fiscais ) tudo dependia da escrita manual. Nunca tive problemas com desemprego, pois onde eu preenchia as fichas de inscrição ainda que fosse letras de fôrma, era logo recrutada.
Estou fazendo questão de contar isto não como uma falsa modéstia, mas para deixar bem claro como um professor pode influenciar na vida de um aluno.
Foi pelas palavras elogiosas dela que consegui através da escrita levantar a auto estima, e escrever meu próprio destino.
Se ela ler este blog vai poder constatar a força da palavra quando dita de coração.
Rosilda se não fosse seu incentivo eu seria mais uma interiorana , complexada, sem sonhos e que talvez só casasse pra ter um marido mantenedor da família .
Hoje não existem mais mestres iguais a voce , te amo do fundo do meu coração .
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
NATAL
Natal me deixa nostálgica , é uma comemoração que a gente espera durante todo o ano, e quando chega bate um pouco de melancolia . Acho que este período do ano aflora mais o sentimentalismo, e nos deixa um um pouco triste. Vem lembranças , família , os que estão longe e as tradições.
Lembro que minha mãe tinha o hábito de enfeitar a casa com ananás ( abacaxi do mato ) e folhas escolhidas em beira de rios. Gostávamos de espalhar no chão areia alva e folhas de pitanga, a proporção que se andava na casa as folhas eram maceradas pela areia e exalava aquele cheirinho citríco carácteristico da fruta. Mas o que eu mais gostava mesmo era saber que ia ganhar uma roupa nova e poder brincar no parque que armavam no centro da minha cidade.
Depois da missa eu e meus irmãos ganhávamos um dinheirinho para nos divertir em vários brinquedos . Nunca gostei de papai noel, por isso não ficava naquela espectativa que muitas crianças do meu tempo sentiam...Eu o achava injusto e me sentia discriminada pelo fato de minhas amigas ganharem presentes melhores que eu e meus irmãos. Houve um certo natal que quando acordei ví um embrulho comprido ao meu lado, era um pacote feito de papel cor de cinza, desses que se usavam pra embrulhar compras , então eu chorei muito, e minha mãe perguntou porquê de tanto choro, e eu revoltada disse estar aborrecida com papai noel por ter me dado um pão de presente e portanto eu não iria aceitar. Foi então que ela muito calma me fez abrir o pacote e explicou porque não havia sido embrulhado com papel de presente. Era um boneco lindo Betinho, aliás, foi o melhor presente que eu havia ganho, (era do tamanho de um bebê) foi comprado por ela com muito sacríficio, e como não tinha mais papel de presente na loja então o jeito que encontraram foi embrulhar mesmo em papel de pão.
E assim foi que compreendi porque minhas amiguinhas ganhavam "Bate palminhas" "Beijocas" e brinquedos mais caros. A maioria eram filhas de petroleiros e eu de um simples marceneiro, e assim eu ficava só no "jogo do contente" com meus brinquedos comprado nas feiras livres.
Mas não fiquei desiludida não, pelo contrário...Quando soube a verdade passei a amar meus pais mais ainda , pois sabia as nossas dificuldades financeiras.
Quando tive meus filhos não escondi a verdade, desde cedo já sabiam que eram os pais que compravam e por isto não eram exigentes graças á Deus !
Sabemos que não foi nesta data que nasceu Jesus.
Celebrações durante o inverno já eram comuns muito antes do Natal ser celebrado no dia 25 de Dezembro. A história do Natal tem início com os europeus, que já celebravam a chegada da luz e dos dias mais longos ao fim do inverno. Tratava-se de uma comemoração pagã do “Retorno do Sol”.
Na verdade, no início da história do Natal, esta era uma festividade sem data fixa celebrada em dias diversos em cada parte do mundo. No século 4 AC, o então Papa Julius I muda para sempre a história do Natal escolhendo o dia 25 de Dezembro como data fixa para a celebração das festividades. A idéia era substituir os rituais pagãos que aconteciam no Solstício de Inverno por uma festa cristã.
No ano de 1752, quando os cristãos abandonaram o calendário Juliano para adotar o Gregoriano, a data da celebração do Natal foi adiantada em 11 dias para compensar esta mudança no calendário. Alguns setores da Igreja Católica, os chamados “calendaristas”, ainda festejam o Natal em sua data original, antes da mudança do calendário cristão, no dia 7 de Janeiro.
Deixemos que Jesus nasça todos os dias em nossos corações .
Boas Festas !
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