terça-feira, 21 de setembro de 2021

Viajante no tempo

Hoje (18/02/12) decidi que iria ver minha casa em Mussurunga, afinal tinha cinco anos que não aparecia por lá. Não que eu tenha abandonado, apenas me afastei por um tempo pra cuidar de minha mãe que sofreu avc.

O tempo foi passando e não mais retornei, porém hoje resolvi voltar só pra visitar. Antes fui visitar minha amiga e irmã em cristo zenith, conversamos um pouco e pois não nos viamos há bastante tempo. Seus filhos já estavam bastantes crescidos nem tinha percebido a passagem do tempo...

Me despedi dela e fui ansiosa ver minha casa, meus objetos e livros que tinham sido deixados para trás. Subi o caminho vagarosamente imaginando a maneira como iriamos encontrar as coisinhas que lá deixei...

Ao dobrar a esquina da rua dei de cara com meu portão de ferro escancarado e muitas pessoas circulando pelo terreno da casa fiquei curiosa, não eram meus familiares e os trajes muito estranhos, todos de branco. Fui me aproximando devagar, passei pelo portão tive o cuidado de fecha-lo, desci as escadas até o pátio e as pessoas nem me viam e eram totalmente desconhecidas.

Quando cheguei na varanda percebi uma mulher de cor escura me observando e torcendo nariz, pouco me importei pois a intrusa ali era ela e não eu. Fiz questão de passar ao lado dela, olhei rapidamente a sala e nada havia do que tinha sido deixado.

Estante com meus livros, estofados, móveis nada que lembrasse o que eu havia deixado.

O som de um rádio tocando muito alto, procurei sentir sentir de qual direção vinha aquele som até encontrar o rádio no corredor e não era o meu desliguei. 

Continuei procurando entender o que estava acontecendo, ia passando pelas pessoas que não me viam ou fingiam não me ver outras viam e viravam o rosto pra mim. Na cozinha já não existia mais meus armários e o fogão já não era mais o mesmo. Nada mais fazia parte de minha vida.

Fui até o quarto do meu filho em lugar da veneziana com vidros agora era uma janela de duas bandas em madeira bastante estragadas pelos cupins. Enquanto eu tenta cobrir um buraco com uma cortina senti que álguem se aproximava por trás , virei bruscamente e notei um que se dizia ser pai de santo em uma de suas mãos uma vela acesa e na outra um punhado de pólvora. Dei um tapa em sua mãos e foi grande o clarão e encheu casa de fumaça. Comecei a gritar feito uma histérica que não aceitava aquelas coisas na minha casa, ao mesmo tempo procurava meus filhos e meu marido e não os via.

As pessoas começaram a sair me olhando e rindo da minha cara eu já estava me achando uma estranha no meu próprio ninho.

Uma criança chegou perto de mim e pediu que eu parasse de gritar pois estava incomodando sua avó que descansava no quarto, invadi o ambiente e também não a conhecia. Acreditei que estava enlouquecendo.

Foi aí que acordei...




sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Um Novo Tempo...





Estamos em plena pandemia desde março de 2020. Já virou um pandemônio mesmo, pois muita gente está morrendo, empresas fechando as portas indo a falência . 
Hoje é 22/01/2021 nem começaram a aplicar vacinas. Aos poucos estão sendo trazidas de outros países sem serem sequer testadas em humanos, nem sabemos qual efeito terá ...
Não sabemos até quando vai durar o caos que dominou o mundo, desemprego, fome, doença, inflação e muitas outras variedades de amarguras que tem afligindo a humanidade. Presa dentro de casa sem poder sair ou se comunicar com as pessoas fisicamente, contatos só via internet. Fica difícil manter a mente saudável sem ter opções de escolhas.
Quando tudo isto acabar quem ficar vivo vai perceber que nada será como antes. Tudo será um recomeço e só os fortes sobreviverão. 
Se você está lendo agora pode até ser um vencedor. 
Acredite, tudo passa.
Deus nos proteja a todos!



domingo, 30 de dezembro de 2018

O outro lado.

Acredito que quando chega final de ano todos ficamos mais vulneráveis, uns sentem saudades, outros esperanças e alguns apenas imaginam que os dias serão sempre iguais...Tento acreditar que o melhor irá chegar.
Amanheci querendo esvaziar minha alma, aliviar o peso. liguei meu aparelho de som e resolvi ouvir minhas músicas preferidas sem me importar se estava incomodando quem quer que fosse, afinal este momento era meu e eu tenho o direitos também (ouço as dos vizinhos obrigada..)
A cada canção uma lembrança, um momento, alguém que marcou ou até mesmo o cheiro de um perfume. E assim passei meu dia, refletindo um pouco e recordando muito.
Mesmo fragilizada estou de pé, muitos amigos ficaram pra trás, parentes meus se foram e não pude chorar. sufoquei minhas lágrimas pra não demonstrar "fraqueza". Ainda assim fiquei feliz em perceber que tive muitos entes queridos ao meu redor, e que mesmo de longe ainda continua acesa a chama do amor que nos uniram e, quem sabe um dia todos voltaremos a nos abraçar. Só tenho a agradecer a Deus por ter colocado eles no meu caminho, todos tiveram momentos de valor nas páginas de minha vida.
Os poucos amigos e parentes que ainda tenho, desejo que Deus conceda os desejos de seus corações. Que 2019 seja um ano de bençãos e que tenhamos sabedoria pra aproveitar cada momento vivido porque todos temos passado e presente porém o futuro só a Ele pertence !
Carpe diem. 

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Querida amiga Pauline

Oi amiga quanto tempo hein ? 
Onde você está não pode me ver ou falar, talvez o máximo que possa sentir seja as vibrações sentidas nos corações daqueles que a conheceram e muito a amaram.
Muitos anos se passaram depois de sua partida, mas não tem como esquecer uma pessoa tão especial quanto você foi para nós seus colegas e amigos que ficamos .
     Pois é querida mais um ano de sua partida (03/05) e você continua aqui nas nossas lembranças, nas nossas conversas e nos nossos corações.
     Muitas lutas travamos durante este período, uns perderam outros ganharam, e a vida é assim mesmo uma grande loucura onde cada um tenta sobreviver de alguma maneira . Miga o melhor de tudo é saber que está bem ao lado do nosso Pai Eterno e que nada mais a fará sofrer.
Fica em paz querida !




sexta-feira, 27 de abril de 2018

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Poltronas vazias

Ontem estava lendo um texto publicado por uma amiga , é um texto conhecido por todos nós "O Trem da Vida ". Sempre gostei de trens. É um trecho lindo e muito reflexivo.
      Passei minha infância morando próximo a linhas de trens era o único meio de transporte que tínhamos . Na época não havia muitas alternativas. Também era meu brinquedo favorito ficar com meus irmãos colocando cacos de vidros na linha só pra ver subir a poeira subindo pelo atrito das rodas nos trilhos, depois íamos juntar o pó para fazer colas de tempero para pipas. Também gostava de olhar se havia alguém conhecido sentado junto as janelas, e mesmo assim ficávamos dando adeus pra qualquer um..
        Do fundo da casa do meu avô dava pra ouvir e ver quando ele passava apitando . Era uma delícia ver pessoas chegando e saindo . Era nossa distração a noite quando vinha trazendo passageiros da cidade de Salvador . Depois voltava a ser tudo deserto nas ruas da cidade .
         Silvio meu irmão fez o concurso e trabalhou na RFSSA, e seu primeiro presente pra meu filho Anderson de quem ele era padrinho foi um ferrorama que eu amava.
         Porque estou aqui escrevendo estas baboseiras ? Talvez porquê já percebi que no vagão onde me encontro a maioria dos bancos já estão vazios...A cada final de ano é como a parada na estação, onde sobem as novas gerações, e vão descendo os mais antigos. Muitas vezes o que consola é olhar pela janela das lembranças e tentar ver nas paisagens da memória somente os momentos que fomos felizes. A geração que chega agora já não é igual a que tinha antes. Os pensamentos diferem, comportamentos diferentes. São outros ramos da mesma arvore porém cada vez mais afastados uns dos outros.
           Não gosto de finais de ano, sinto melancolia . Tudo vai ficando para trás, não quero olhar pelo retrovisor, mas, não sei o que vem depois que passar pelo túnel. É o desconhecido que me assusta ...